O 13 de maio de 2017

Depois do alvoroço dos últimos dias tenho que expressar a minha forma de ver.
Todos sabem que estes últimos dias foram históricos para Portugal! Sendo cristã ou não, o Centenário das Aparições de Fátima é um marco importante, do ponto de vista católico e histórico. Também todos sabemos que, Salvador Sobral, foi o primeiro português vencedor do Festival da Eurovisão, realizado na Ucrânia. 



Antes de passar à ênfase do meu texto de hoje, tenho de felicitar o Salvador pelo que conseguiu! A música não é mesmo só fogo-de-artifício, a música não precisa de ter grandes imagens para ser bonita e para tocar as pessoas. A tua simplicidade e a tua energia mostrou o lado mais simples, mas o melhor lado da música. E sim, "o meu coração pode amar pelos dois", as minhas preces também pedem que ele regresse, mais saudável como nunca. 
Há coisas que são únicas, o Centenário, a primeira vez que Portugal ganhou a Eurovisão, mas espero que este último feito se repita muitas mais vezes. 

Parabéns Salvador! Parabéns Luísa! Parabéns Portugal!







Papa Francisco, de seu nome, Jorge Mario Bergoglio, 266º Papa da Igreja Católica chegou a Portugal no dia 12 de maio, para marcar este Centenário. 
Antes da sua chegada, o Papa usou o twitter para pedir que se juntassem ao mesmo, em Fátima, para orar. Este escreveu: "Peço a todos para unirem-se a mim, como peregrino da esperança e da paz: que as vossas mãos em oração continuem a apoiar as minhas". 
O Papa Francisco iniciou a sua viagem em direção à Base Aérea de Monte Real, em Leiria, onde aterrou por volta das 16h10, onde foi recebido pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Visitou a capela da Base Aérea nº5 e foi acolhido por centenas de pessoas, com uma cerimónia de boas-vindas. 
Foi possível ver que o Papa Francisco ofereceu ao Presidente da República um mosaico de Nossa Senhora de Fátima que mostra a imagem da Virgem sobre a azinheira e os Três Pastorinhos ajoelhados a rezar.
Uma das coisas que me tocou no seu percurso antes de se dirigir a Fátima foi quando o Papa, que já nos habituou a quebrar protocolos, parou o seu percurso para abençoar uma senhora doente, numa cadeira de rodas. Este é, definitivamente, o Papa do povo, o Papa que gosta de estar junto das pessoas, o Papa que quer unir o povo, e é isto que diferencia o Papa Francisco de todos os outros.
Ao visitar a Capela, também é sabido que o Papa ofereceu em mármore branco uma imagem de S. Francisco de Assis a rezar numa zona de floresta. E ainda deixou uma mensagem: “Confio o pessoal da Base Aérea e familiares a Nossa Senhora de Fátima pedindo que vele pela sua incolumidade e mantenha fiéis servidores do bem comum e da paz” 
De seguida, o Santo Padre iniciou a sua viagem de helicóptero em direção a Fátima. Quando chegou ouvimos os peregrinos a dar as boas-vindas ao Padre e a festejar a sua vinda. 
O Papa entrou no Santuário, no seu Papamóvel, pouco passava das 18h, antes disso foi recebido no Estádio de Fátima, pelo Bispo da Diocese de Leiria-Fátima, D. António Marto, e pelo presidente da Câmara de Ourém, Paulo Fonseca. 
Ao chegar ao Santuário, o Santo Padre rezou em frente à imagem da Virgem Maria, onde permaneceu algum tempo em silêncio, em oração. Pelas reportagens mostradas pelos jornalistas, foi possível observar o silêncio permanente durante este tempo, só ouvimos as crianças a chorar e pouco mais, foi um acto de respeito, uns entre os outros, de salientar. 
O Papa Francisco também ofereceu a terceira Rosa de Ouro ao Santuário de Fátima, num gesto à chegada à Capelinha das Aparições e disse «Estou certo que os Pastorinhos de Fátima, os Beatos Francisco e Jacinta e a Serva de Deus Lúcia de Jesus nos acompanham nesta hora de prece e de júbilo»
Mais à noite, e na célebre Procissão das Velas, o Santo Padre sublinhou a “relação essencial, vital e providencial que une Nossa Senhora a Jesus e que nos abre o caminho que leva a Ele” e quando se referiu a Maria disse “Nela vemos que a humildade e a ternura não são virtudes dos fracos mas dos fortes, que não precisam de maltratar os outros para se sentirem importantes”.

No dia 13 de maio, o Papa voltou a usar a rede social Twitter para expressar as suas palavras, dizendo: "Sempre que olhamos para Maria, voltamos a acreditar na força revolucionária da ternura e do carinho". Acreditando, ou não, em Maria, uma coisa é certa, eu acredito na força da ternura e do carinho, e todos devemos acreditar. Um pouco de carinho e ternura torna-nos mais doces, mais frescos, com mais amor, com mais fé. 
Logo de manhã, Francisco visitou os túmulos de Francisco e Jacinta Marto e, durante a missa, canonizou os mesmos. Depois deste feito, são considerados santos. 
O Santo Padre disse que considerava Fátima um local de "manto de luz que nos cobre". 
Durante as palavras ditas pelo Bispo de Leiria-Fátima, D.António Marto, salientou a "voz profética" do Papa. 

Uma coisa é certa, eu não acredito em muitas das histórias ditas pela Igreja Católica, sempre me questionei sobre as ditas Aparições, não julgo quem acredite, ninguém tem esse direito. Cada um tem direito a crer naquilo que acredita. Eu questionou-me muitas vezes sobre certas questões da Igreja Cristã. Mas, apesar disso, identifiquei-me com muitas palavras ditas pelo Santo Padre. 
Nunca me senti tão próxima de um Papa, como pelo Papa Francisco, nunca nenhum padre me tocou. O Papa Francisco foi o primeiro a tocar no meu coração e a reviver a minha fé. 
Nos últimos tempos a minha fé era pouca, acreditava muito pouco em certas coisas, como a cura para certos familiares, porque a doença, seja qual for, é dura, e há certas coisas que Deus não controla. Mas se a minha esperança era pouca, quando vi o Papa, isso mudou... Não consigo explicar, mas Ele transforma em alegria, em fé, em amor. Eu acredito no meu Deus. O meu Deus é diferente, afinal, cada um tem o seu Deus. 
Tenho pena de não estado presente em Fátima, aquela energia era algo de contagiante. Mas, felizmente, consegui ver o Papa, vi o Papa antes de ele chegar a Monte Real para deixar o país, vi-o passar, foram 10 segundos, esperei cerca de 30 minutos, mas pareceu uma eternidade e só pensava "será que passa aqui? Será que vem?", eram muitas as perguntas, até que, finalmente, aconteceu! 10 segundos, 10 segundos que mudaram a minha vida. 

O Papa Francisco é completamente um mundo, um mundo ligado à Igreja, mas com tantas diferenças, e é isso que me emociona. 
Tenho pena que a Igreja não permita celebrações mais alegres, notei no nosso Papa uma certa tristeza enquanto não esteve perto das crianças, dos idosos e de todos os peregrinos, afinal, essa é a alegria dele! E é isso que tanto o distingue, acho mesmo que, se a Igreja permite-se missas mais alegres, era capaz de unir mais o povo. 
Obrigada Santo Padre, por fazer renascer a minha fé, que admito estar perdida, obrigada por nos mostrar o mundo de uma forma tão diferente e tão bela. O mundo ainda tem algo bom, nem tudo está perdido, basta que todos o aceitam, basta que todos tenham fé, ternura, carinho e amor. Quando isto se perde, perde-se tudo. 
  
Até já, Papa Francisco. 
Obrigada!




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