Engraçado
como, em tempos, sempre achei que tinha tudo idealizado da melhor maneira.
Achava que tinha tudo planeado. E, melhor que isso, achava que conseguia
controlar as coisas, que as coisas acabavam por acontecer da maneira que eu
imaginava.
Cresci.
Deixei de
ser tão inocente assim. Deixei de ser ingénua.
Percebi que
o mal existe mesmo.
E que
existem coisas que não me cabem a mim controlar. Nem a mim, nem a alguém
próximo que eu conheça. Então... a quem cabe? Ao destino? Não sei. O destino existe?
Não sei. Será que temos o nosso destino traçado desde o início? Onde vamos
amanhã, mesmo sem saber? Que amanhã vamos usar um caminho diferente? Que vamos
casar? A forma como vamos morrer? Quando? Onde?
Seremos
"mestres" do nosso próprio destino?
Ouvi que as
nossas vidas são como um filme e que assistimos à nossa vida como se de um
filme se tratasse, a viver cada momento, um por um. A ciência desafia algumas
ditas evidências, com o chamado livre-arbítrio.
Contudo,
John-Dylan Haynes, neurocientista, fez um estudo acerca da diferença entre o
momento de tomar uma decisão concreto e o momento envolvido para tomar essa
decisão. Estudando vários indivíduos e o cérebro de cada um, pelo simples ato
de carregar num botão, John afirmou que o cérebro já tinha tomado a decisão de
carregar no botão 10 segundos antes de realmente o fazer, afirmando que "o
resultado de uma decisão pode ser codificado na atividade cerebral do córtex
pré-frontal e parietal até 10 segundos antes de entrar na consciência".
Se o destino
existe? Eu não sei. Hoje não consigo ter uma opinião formada e que eu defenda.
Nunca vi provas que o destino existe. Mas nunca vi provas de que, afinal, o
destino não existe.
Não vivo a
pensar no amanhã, não vivo a pensar constantemente naquilo que quero e naquilo
que gostava de realizar. Tenho sonhos. Todos temos. Mas não vivo obcecada em
tentar concretizá-los. Engraçado como deixo o destino "tratar do
assunto". Mas só a mim que cabe lutar para os concretizar, ninguém vai
lutar pelos meus objetivos. Cada um deve lutar pelos seus. Se os objetivos já
estão definidos, pelo destino, isso é outra história.
A toda ação há sempre uma reação oposta e de igual
intensidade: as ações mútuas de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais
e dirigidas em sentidos opostos» - Terceira Lei de Newton.


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