Existe ou não existe um padrão na
sociedade?
Nos últimos tempos tenho
assistido a uma guerra para terminar com os padrões na sociedade.
Que uma rapariga só é gira se for
magra. Que uma rapariga só é gira se tiver o cabelo perfeito. Que uma rapariga
só é gira se tiver maquilhagem. Que uma rapariga só é gira se estiver na moda. E o mesmo se aplica aos rapazes.
Nos últimos tempos estes
estereótipos tendem a ser abatidos.
Uma rapariga com celulite também
é gira. Uma rapariga sem maquilhagem também é gira. Uma rapariga despenteada
também é gira.
Nos últimos tempos a sociedade
tende a convencer-nos que todas somos bonitas, perfeitas, ideais.
Principalmente as raparigas com milhares de seguidores. Raparigas que já são
bonitas. Raparigas que têm alguém para as ouvir.
Somos todas bonitas? Somos. Cada
uma à nossa maneira. Por dentro ou por fora.
Isto é o que nos querem
convencer, mas a realidade é que a sociedade não está pronta para isso. A
sociedade não vai aceitar isso. A sociedade está demasiado padronizada. E, por
isso, a sociedade não vai aceitar que todas as raparigas do mundo sejam bonitas,
ou porque não usa maquilhagem, ou porque tem borbulhas, ou porque não anda no
ginásio, ou porque não está em excelente forma física, ou porque não usa saia.
Esta é a nossa sociedade.
Não queiram aceitar que somos todas bonitas? Tudo bem, posso aceitar
isso. Não aceito é que uma rapariga (ou rapaz) seja humilhado ou maltratado por
não ser “perfeito”.
A luta do “somos todos iguais”
ainda vai longe do fim. E, infelizmente, a sociedade vai sempre seguir
determinados padrões. Se concordo? Não, de longe. Acho que a sociedade deve
arriscar mais, ser mais radical nas suas opções. Criar novas histórias se
queremos ficar para história como uma “nova sociedade com espírito aberto” ou
como uma “sociedade retrógrada”.
Nas redes sociais, especialmente, temos assistido a uma mudança destes comportamentos. Mas a verdade é que as redes sociais ainda não chegam a toda a gente. Estas mudanças devem fazer-se sentir, infelizmente as pessoas ainda precisam de um exemplo para mudarem estes estereótipos, e aquilo que mais me impressiona é a televisão... Onde continuam a insistir que vivemos numa sociedade tão fechada, que é tão verdade, mas não dão um exemplo para que a sociedade o possa mudar, o que também não devia ser necessário. Mas, infelizmente, esta é a nossa realidade.
No entanto, eu escolho a minha realidade. Felizmente, sigo aquilo que me faz bem, que me faz sentir bem. Se formos todos a seguir os mesmos passos seremos, sem sombra de dúvida, um mundo sem solução. E que haja coragem para continuarmos a fazer exatamente aquilo que nos apetecer!

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