A maioria das pessoas vivem à procura de
certezas, não admitem escolhas ou quaisquer opções. Eu acredito que, para além
de ninguém entender tudo, nós não sabemos tudo e o melhor é mesmo só saber o
essencial, sabemos o que gostamos, o que não suportamos, o que preferimos fazer
ou o que podemos excluir. Se souber isto, sei o suficiente.
Posso ir à procura de mais, mas não é uma
questão de procurar certezas, é explorar o mundo.
Não me vai adiantar de nada decorar todas
as palavras num livro se não souber como as utilizar. Não importa ter muitas
coisas, se não sei como as usar. Posso saber muito, mas nunca vou saber tudo. E
é importante antes de conhecer e entender o mundo, conhecer-me a mim primeiro,
o resto são meras consequências.
Prender ao passado? Não. Nunca. Nem nunca
estabelecer compromissos com os nossos erros, erramos uma vez, aprendemos,
erramos duas...isso é ser teimoso, egoísta.
Nem tudo é certo e nem tudo é errado, que
grande filosofia... De uma maneira ou de outra, todos sabemos isso.
É preciso valorizar(-nos), valorizar o
nosso tempo, fazer planos para o futuro mas sem grandes certezas ou obrigações,
pensar que "eu um dia gostava de...", mas não viver obcecada com essa
certeza, até porque pode não passar de uma mera ideia e assim evitar grandes
ilusões. Portanto, valorizar-nos antes de nos perdermos, não ficar à espera até
perder e não conseguir dar a volta.
Dizem que a vida é feita de escolhas...
Para quê estragar o lado bom da vida? Para quê dar algo como certo?
Procurar o desconhecido, o ignorado ou o
ocultado... Descobrir, chegar a conhecer, notar algo mais.
Escolher seja o que for. Escolhas são
aceitáveis, mas mudam a nossa vida, trazem consequências que, muitas vezes, não
estamos prontos para as aceitar... Eu acho.
Viver o mundo, sem seguir as
"regras". Viver o mundo, sem nos sujeitarmos a tudo e a todos. Viver
o mundo, à nossa maneira. Viver o mundo, sem obrigações. Viver o mundo, sem
compromissos. Viver o mundo, sem pressões. Viver o mundo, da minha maneira.

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